Bariloche: prisões e mais prisões

Em Bariloche 5 pessoas foram presas acusadas de organizar um saqueio coletivo que aconteceu dia 20 de Dezembro. Quase um mês depois, 8 pessoas (inclusive 2 menores) são detidas por se solidarizar com xs presxs.

Via Radio Sabotaje (Argentina)

CompA preso x solidarizar con lxs presxs del sakeo del 20 de diciembre en Bariloche

24 de enero 2013, desde bariloche

El 20 de diciembre en Bariloche, así como en muchas ciudades más de la región dominada por el estado argentino, la gente ante tanta impunidad y miseria salió a tomar lo que necesita. Este estallido es expresión de la situación social altamente inflamable y desigual que vivimos. Los enfrentamientos violentos entre la gente de Bariloche y la mano armada del estado no asombran por estos lados.

Por estos hechos el 13 de enero se encarcelaron, con muchas irregularidades, a 5 personas: Miguel Mansilla, José Paredes, Catalina Lineros (integrantes de la coop. de trabajo “1º de mayo. Trabajadores libertarios”), Haydee Grande y Gisel Poblete acusadas de ser lxs instigadorxs de “los sakeos”. Los varones están detenidos en Viedma y las mujeres estuvieron detenidas en Fiske Menuko (Gral Roca) y hoy konseguimos el traslado a la comisaria de Dina Huapi.

En esta lucha por la libertad de lxs presxs del sakeo en Bariloche hay varios compas anarquistas que solidarizamos a pesar de las diferencias que hay con personas que dicen llamarse anarquistas y tienen prácticas autoritarias con sus “compañerxs” y se prenden en el asistencialismo estatal. Esta es una lucha que apoya a lxs familiares y amigxs de lxs presxs del sakeo, contra el aparato judicial criminalizador de la protesta social y de la pobreza, contra la impunidad del estado y el intento de encasillar y reducir el estallido social a un hecho organizado por unxs pokxs. Cuando hay otro problema de fondo: El estado como generador y reproductor de la miseria. Se necesita de esta organización estatal para que lxs burguesxs conserven sus beneficios a costa de la explotación y el abuso.

Sus familiares y amigxs no se kedaron kietxs ante la injusticia inherente a la estructura estatal. En la última semana se realizaron distintas actividades de difusión de lo que está ocurriendo y para reclamar la libertad inmediata de todxs lxs detenidxs: se recorrieron radios locales informando de la situación, algunxs familiares y amigxs realizaron un corte informativo en la ruta nacional 40 el viernes 18 de enero, se realizo un festival artístico en el Centro Cívico el sábado 19 de enero, las mujeres detenidas comenzaron una huelga de hambre el 20 de enero (exigiendo que se cumpla la orden de traslado a Bariloche dictada por las monstruo-autoridades de Gral. Roca, por acercamiento familiar. Que hoy fue conseguido) y el lunes 21 de enero familiares y amigxs realizaron un 2º corte informativo en la R.N nº 40. Este último es una de las nuevas noticias…

A las 17 hs llega un cerdo gendarme con un oficio enviado desde el despacho del juez federal de Bariloche Moldes intimando a que se desaloje la ruta 40, de lo contrario serian desalojadoxs por la fuerza, o sea, reprimidxs. Ante esta situación lxs familiares y amigxs que se encontraban realizando el corte deciden levantarlo y le comunikan a lxs represorxs nacionales que en cuanto se terminen de kemar las gomas k kedan se van. Lxs gendarmes, aprovechando ese momento de cercanía física, agarran a uno de los manifestantes del brazo y lo arrestan; lo que generó un forcejeo entre ambos grupos para liberarlo y un saldo de 8 detenidxs, de lxs cuales 2 son menores de edad. Por qué los detienen cuando se había acordado el levante del corte?

Durante el traslado al escuadrón 34 de Bariloche de la gendarmería algunxs de lxs detenidxs fueron golpeadxs y, ya dentro, uno de los menores fue agredido verbalmente y golpeado por lxs verdugxs racistas ya que en su cuerpo se manifiesta la descendencia mapuche.

Estan acusados por violar el articulo 194, interrumpir el libre transito, agravado por daños, resistencia y lesiones a la autoridad. El juez federal de la causa es Moldes, conocido por perseguir a lxs luchadorxs de la zona, y la abogada es Marina Schifrin, quien presentó un pedido de excarcelación que fue denegado debido a los agravantes (el tan konocido kombo facho). Por el momento, en lo que respecta al aspecto judicial, hay que juntar pruebas para sacar los agravantes y así poder conseguir la excarcelación. El juez tiene hasta los primeros días de febrero para responder a esta apelación.

Hoy las 3 mujeres se encuentran detenidas en las instalaciones de la policía federal de Bariloche, una de ellas fue golpeada y están siendo constantemente amenazadas con traslados a otras ciudades. Los 3 varones se encuentran en el escuadrón 34 de gendarmería nacional.

Hoy unx de lxs compas está preso por solidarizar, por extender la lucha contra los abusos y la impunidad del estado.

EXIJIMOS LA LIBERTAD INMEDIATA DE TODXS LXS DETENIDXS!!

BASTA DE REPRIMIR A KIENES RECLAMAN Y NO SE KEDAN KIETXS ANTE LA IMPUNIDAD DEL ESTADO!!

Aldeia Maracanã

Ocupada desde 2006 por diversas etnias indígenas, o prédio que já foi o Museu do Índio, é agora a Aldeia Maracanã, espaço reivindicado para ser um centro de referência da cultura indígena.

Esse final de samana estará rolando uma oficina para coletividades, ver mais aqui.

Segue a carta aberta da Aldeia:

Carta_Aldeia (clique para visualizar e baixar em .doc)

 

Carta da Aldeia Maracanã

número 1 – Junho 2012

www.centroculturalindigena.jimdo.com

centroculturalindigena@gmail.com

Antigo Museu do Índio.

Entrada: av. Radial Oeste, portão verde, RJ (estação Maracanã)

Correio: rua Mata Machado 126, Cep 20271 – 260 RJ

 

Conteúdo:
a) Apresentação
b) Lista de material constante
c) Procurando documentação
d) Convite oficina “Produções coletivas”
e) Palavra final

a) Apresentação

Querida gente, bom dia!

Aqui na Aldeia Maracanã, estamos muito felizes de enviá-los a primeira carta de noticias da aldeia de todos-as, depois da qual esperamos que seguirão muitas outras. Se você a receber, será porque você nos deu seu contato afim de recebê-las.
Mas talvez a recebeu de um-a amiga-o que queria compartilhar seu conteúdo com você. Neste caso, se você quiser receber diretamente de nós as próximas cartas, está convidada-o a nos enviar um e-mail ao endereço dado acima, simplesmente com o título “inscrição cartas da Aldeia Maracanã”.
Para as pessoas que não usam Internet, vamos juntá-las a medida que as escrevemos, e sempre estarão disponíveis para a leitura na Aldeia.

Depois de seis anos de ocupação desse maravilhoso antigo Museu do Índio por Indígenas de todas as partes do Brasil, os moradores atuais, junto com amigos de sempre e novos visitantes inspirados pelo potencial que perceberam nesse lugar, decidimos entrar numa nova fase. Ainda temos tudo para decidir e fazer, mas venha o que vier sentimos que nos pode beneficiar a todas-os, e por isso decidimos começar, confiando no futuro.

b) Lista de materiais bem-vindos sempre

Cozinha:
Utensílios, panelas, talheres, recipientes, aventais, comida (alimentos não perecíveis),…
Reuniões, oficinas:
Canetas, papelão, fita, posteres, canetas e lápis coloridos, post-its, cola, marca-textos, cadeira(s), mesa(s), painéis, quadro e giz, tintas, …
Logísticas e renovação:
Tintas de parede, aventais e roupas de trabalho (de todo tamanho, para crianças também), pincéis, rolos, ferramentas, todos tipos de vigas, tábuas solidas, lonas, parafusos, pregos, cabos, elásticos, cordas,…
Prédio em geral:
Moveis, estantes, sofás, almofadas, vassouras, mesas, cadeiras, material de primeiros socorros, …
Exterior, jardim:
Ferramentas, sementes, tábuas, recipientes, pás, mangueira de jardim, vasos, gangorra, cordas, …
Sonho doido: Mediateca (só para tentar):
Livros interessantes: dos povos indígenas do mundo, práticas ancestrais, técnicas de cultivo, permacultura, manuais de bricolagem e consertos, métodos de música, dicionários de português e bilíngues, …
Material informático, de som,… ;-)

c) Procurando documentação

No nosso intento de criar as melhores condições para a longevidade da aldeia, também queremos conhecer melhor a historia do lugar onde fica. Por isso, estamos coletando toda a documentação possível a propósito da historia desse lugar, desde os tempos mais remotos até hoje: povo maracanã, Museu do Índio, fase de abandono, renascimento com a ocupação. Você sabe algo que nos poderia ajudar nas nossas pesquisas? Ou ainda melhor, você sabe onde conseguir um documento preciso? Ou ainda melhor, você tem um? Depoimentos, fotos, copias de documentos oficiais, entrevistas, etc…: queremos tudo o que existe! Obrigadão!

d) Oficina “Produções coletivas”

O quê? Oficina de métodos e “truquinhos mágicos” para ajudar a tomada de decisões em grupos, e a lidar com os conflitos (2 dias)
+ opcional: ferramentas para facilitar reuniões e oficinas (1 dia).
Quando? Sáb 7 e Dom 8  de julho, + Seg 9, das 9:30 em ponto às 18:00.
Para quem? moças e moços, mulheres e homens de 12 a 120 anos.
Onde? Aldeia Maracanã – Centro Cultural Indígena, no Antigo Museu do Índio: av. Radial Oeste com Rua Mata Machado, diante do estadio (Estação Maracanã).
O quê trazer? Material para tomar notas pessoais (+ se tem de sobra, doação de material em bom estado para a oficina: canetas, papelão, fita, posteres, cores, post-its, cola, marca-textos, cadeira(s), mesa(s), painéis, quadro e gizes…) + comida e bebida para compartilhar no piquenique do almoço.

Tudo sempre pode melhorar!
Você faz parte, ou quer ser parte de qualquer forma de coletividade, que as vezes precisa tomar decisões com todo mundo junto? Você gostaria de ter mais ferramentas para lidar com os conflitos que podem surgir nessa, mas também as vezes com seus amigos, sua família,…? Então, se você quiser, esta convidada-o para uma oficina de dois dias, que quer propôr truques e métodos nesses negócios, para otimizar as suas produções coletivas (7 e 8/07).
Se também esta interessada-o em desenvolver ou melhorar sua prática como facilitador-a de reuniões e oficinas, fique um dia mais com a gente! (9/07)
Tudo é compartilhado de maneira participativa, aproveitando as habilidades, experiências e conhecimentos de cada participante.

Como se inscrever? Até a Qui 5/07, pode escrever un e-mail ao endereço dado acima, com título “oficina produções coletivas” :
- seu nome ou apelido
- se tiver, o nome do projeto / grupo / coletivo / aldeia no qual você planeja propôr o que gostar
da oficina.
- se você tem a intenção de ficar para o 3eiro dia (facilitação)
A confirmação da sua inscrição será confirmada mais tardar no dia 6.

Nos vemos lá…

e) Palavra final… (por agora!)

O que é que você, que esta lendo agora, gosta de fazer bem? Cozinhar? Falar? dirigir carro? Dar oficinas? Consertar? Pintar? Cantar? Contar piadas? Costurar? Escrever? Filmar?..
O que? … Aaaah, isso! Beleza, justamente isso precisávamos: você e a pessoa certa! O que você precisa para realizar isso aqui na aldeia? Sabe onde consegui-lo(s)? Venha com o resumo, a proposta, para ver como arrumá-lo bonitinho para ficar perfeitamente adequado a este projeto coletivo.
Não tem urgência para visitar, mas seria bom, se você sente interesse em talvez fazer parte do projeto da Aldeia de uma ou outra maneira, vir a esta oficina de produções coletivas apresentada acima (ao menos aos dois primeiros dias).
De qualquer maneira você sempre será bem-vindo… Embora, para o conforto dos moradores, propomos um horário preferencial das 10 até as 18 horas quando não tem evento especial previsto.

Curiosas e curiosos de começar esta nova etapa, com você se quiser, lhes desejamos o melhor!

O pessoal da Aldeia Maracanã.