Material da Outra Campanha

Material da Outra Campanha/Congressos Municipais (visualizar/baixar em .pdf) :Outra Campanha
Material da Organização Anarquista Terra e Liberdade (em .pdf): Outra campanha – Terra e Liberdade(2)

Outra Campanha Para Outra Vida

Outra campanha é a retomada do poder de decidir sobre nossa vida. É ter esse poder nas mãos, nos pés, nos olhos e pelo corpo inteiro. Isso não é pouca coisa nem coisa fácil de se construir. Atualmente, é o Estado que diz como iremos morar, aonde habitar, trabalhar, nos locomover, nos divertir, enfim, viver. E como todo Estado, ele decide todos esses aspectos em favor dos ricos, da classe dominante, do capital. Ele regulariza a exploração transformando o tempo do povo em força de trabalho pros ricos, ele demarca a cidade e o campo para os latifundiários, ele determina o valor da passagem para e junto com os proprietários dos transportes coletivos. Ele é o burocrata e o policial, prontos para reprimir, torturar, massacrar. O burocrata de um jeito e o policial de outro, mas sempre prontos para evitar que conquistemos esse poder de decidir sobre nossa própria vida nas nossas próprias mãos. E isso, sempre com um mesmo objetivo, garantir mais e mais o lucro dos ricos, da burguesia, dos empresários, para terem mais e mais dinheiro para continuarem mais e mais a exploração e a condição dura e difícil que vive o povo.

De tempos em tempos, eles nos convidam a escolher quem irá regular todas essa miséria. Nos convidam a eleger vereadores, prefeitos, governadores, presidentes ou presidentas… Eles apresentam os seus projetos, SUAS CAMPANHAS sempre falando em nome do povo, sempre falando em nome de nossa vida, mas o que eles sabem sobre nossas demandas se no fim das contas fazem tudo para aumentar ainda mais o domínio dos patrões, dos empresários e dos ricos? Não sabem nada, e pior, quando sabem, ignoram! Se aquilo que queremos não pode vir desses representantes, vem da onde?

Não há dúvida! Vem de nós mesmo! Vem de nossa campanha, de uma outra campanha!

Nos organizarmos, discutirmos, levantar nossos problemas e pensar como podemos juntos resolvê-los. Todos eles!

Organizar para atacar!

Construir uma outra campanha, é pensar em formas de conquistarmos o que precisamos, o que queremos. É não acreditar mais em falsas promessas , é denunciar a farsa das eleições, e dizer um basta para políticos que vivem bem, porque vivem do nosso dinheiro!

Todos os direitos que temos, como saúde e educação pública, carteira assinada, etc, foram conquistados através da luta dos trabalhadores! Das greves, das manifestações, das ocupações! Nada nos foi dado pelo Estado, mas sim conquistado pela luta do povo! Assim, não podemos permitir que o Estado nos tire o que nós conquistamos, vamos lutar para garantir o que é nosso! Cobrar do Estado o que queremos, não é pedir nada para ele, mas exigir que use o dinheiro que vem do nosso trabalho, dos nossos impostos, não para pagar vida boa para políticos, ou para manter os interesses do capital, mas para melhorar a NOSSA vida! Não mais deixemos que o Estado roube nosso dinheiro, que nos trate sem dignidade! E se atenderem nossas demandas, será por causa da nossa luta, e não da boa vontade dos governantes.

Também precisamos conquistar algumas melhoras por nossos próprios esforços. Nós somos as trabalhadoras e trabalhadores que construíram a cidade, que a mantém funcionando, que a alimentam! E se fazemos isso tudo, vamos usar o nosso trabalho para melhorar a nossa vida, façamos mutirões para resolvermos os nossos problemas, vamos criar creches comunitárias e cooperativas, vamos construir áreas de lazer!

Se ainda não temos capacidade de resolver todos os problemas por nós mesmos, não é por sermos incapazes, mas porque ainda não estamos organizados como deveríamos. Se surge um buraco em nossa rua e temos que implorar para a prefeitura tapá-lo, é apenas porque os meios de produção ainda estão nas mãos deles. Se a organização popular controlasse os meios de produção poderíamos articular nós mesmos não só asfalto para nossa rua, mas também todas as nossas necessidades, sem precisar do Estado para nada! É somente através da violência policial, e da escravidão do salário que eles nos mantém longe dos frutos do nosso trabalho, de tudo aquilo que nos pertence por direito, de uma vida digna.

Juntxs e organizadxs vamos tomar a cidade,

porque nós a construímos, nós a mantemos, logo a cidade é nossa!

ORGANIZAÇÃO ANARQUISTA TERRA & LIBERDADE

Material para o ato contra a criminalização dos movimentos sociais

Todxs lá essa terça! (Mais info)

Panfleto contra a criminalização dos movimentos sociais (visualizar e salvar – pdf)

Conteúdo:

Ato contra a criminalização dos movimentos sociais

Não é de hoje que os governos impedem a organização dos movimentos sociais. Atualmente esta situação está se agravando, por conta da realização dos megaeventos (Copa, Olimpíadas, etc.), pois o Rio de Janeiro está sendo um alvo de grande empresários da especulação imobiliária, na construção civil, na hotelaria e etc. Isso tem resultado na exploração de trabalhadores e trabalhadoras, na repressão social de comunidades e ocupações de sem-teto, aprofundando ainda mais as desigualdades sociais presentes. Alguns casos são emblemáticos no sentido de denunciar essa crescente criminalização daqueles que lutam:

O professor Filipe Proença, da rede estadual e do pré-vestibular comunitário “Machado de Assis”, foi condenado por crime de resistência supostamente ocorrido ao participar do ato de apoio à Ocupação Sem-teto “Guerreiros Urbanos” em dezembro de 2010. Mesmo o Ministério Público, “órgão acusador” e fiscal da lei tendo pedindo sua absolvição por falta de provas, o juiz José Eduardo Nobre Matta o condenou. Além disso, o juiz absurdamente pede que o MP o investigue pelos crimes de cárcere privado e esbulho possessório, crimes estes já descartados pelo MP anteriormente. Não bastasse isso, o juiz ainda pede que o MP investigue o coletivo de sem-teto Guerreiros Urbanos por ser uma “organização criminosa que há vários anos vem promovendo a invasão de imóveis públicos no Rio de Janeiro”, em uma sentença que claramente criminaliza os movimentos sociais.

Na mesma semana, o advogado da FIST (Frente Internacionalista dos Sem-Teto), André De Paula, também foi condenado, apesar de sua pena estar prescrita desde agosto do ano passado. A prisão do advogado deu-se em 2005 quando o mesmo defendia uma ocupação do prédio do INSS localizado ao lado da Câmara Municipal, hoje Ocupação Manuel Congo do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM). A OAB-RJ julgou finalmente improcedente a representação da justiça que tentava cassar a carteira do advogado. Milhares de assinaturas foram anexadas ao habeas corpus feito pela Comissão de Prerrogativa da OAB para acabar com essa absurda condenação.

 

Os verdadeiros criminosos são aqueles que lucram com a especulação imobiliária e com a miséria do povo! Crime é deixar milhares de imóveis públicos abandonados enquanto pessoas vivem nas ruas ou em habitações precárias. Criminosos são aqueles que em nome da Copa do Mundo, Olimpíadas e do lucro dos empresários removem comunidades e perseguem os pobres.


Diante dessas condenações e da perseguição sistemática aos movimentos de luta popular: Pinheirinho, MST, movimento dos camelôs, movimento contra as remoções, presos no ato contra Obama, assassinados da Liga dos Camponeses Pobres, militantes investigados do movimento contra o aumento das barcas, etc convocamos a somar nessa manifestação:

 

 Terça-feira, 15 de maio, às 15 horas na Praça Mauá!

Lutar não é crime! Somos tod@s sem-teto!

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Convocatória para a construção do Fórum ampliado contra a criminalização dos movimentos sociais

convocatoria (pdf)

Convocatória para a construção do Fórum ampliado contra a criminalização dos movimentos sociais.

Não é de hoje que o Estado e suas instituições trabalham para inviabilizar as mais variadas lutas dos movimentos sociais no Rio de Janeiro. Atualmente esta situação está se agravando, e justamente por isso, se faz importante a construção de um fórum para resistirmos juntos contra estas criminalizações e continuarmos a lutar pra ver nossas demandas realizadas.

Por conta da realização de grandes eventos como a copa das confederações em 2013, a copa do mundo em 2014, as Olimpíadas em 2016, o Rio de Janeiro está sendo um alvo importante de grande empresários, seja na especulação imobiliária, na construção civil, na hotelaria e etc., que necessariamente resulta na exploração de trabalhadores e trabalhadoras, na repressão social de comunidades e ocupações com despejos desumanos e ilegais, aprofundando ainda mais as desigualdades sociais presentes. O Estado como bom capanga do capital que é, garantirá de maneira política, jurídica e coercitiva essa exploração.

Os movimentos sociais que ousam se organizar e enfrentar toda essa vida miserável que é imposta pela ditadura do capital estão sendo cada vez mais criminalizados. Tramita no governo a “Lei do Terrorismo”, que nada mais é do que o “AI-5 da Copa”. Esta lei que está pra ser aprovada é um dispositivo que o governo terá a disposição para ser acionado quando houver um grande evento. Além dela ser válida para 3 meses anterior e posterior a qualquer evento, ela se configura como um verdadeiro Estado de Exceção. Direitos básicos como se organizar, se manifestar, realizar greves e propagar idéias serão proibidos. Essa lei foi construída com um nível de generalidade tão grande que até uma simples manifestação de rua poderá ser enquadrada como um ato terrorista. E as penas são absurdas! É uma forma do governo materializar na constituição de forma incisiva a criminalização dos movimentos sociais.

Além disso, recentemente alguns acontecimentos são expressivos nessa perseguição a todo tipo de luta social no Rio de Janeiro. O companheiro Filipe Proença, membro da Organização Anarquista Terra e Liberdade e professor do GEP (Grupo de Educação Popular) e da rede pública, foi condenado por participar do ato de apoio à Ocupação Sem-teto Guerreiros Urbanos em dezembro de 2010. Além disso ele está sendo investigado absurdamente por cárcere privado, como se tivesse obrigado o vigilante a ficar dentro do prédio sem sair e roubo de um patrimônio público há décadas abandonado. O coletivo Guerreiros Urbanos, além de ser violentamente despejado na época com ação conjunta das forças policiais, está sendo investigado como organização criminosa fosse. Na mesma semana, o advogado da FIST (Frente Internacionalista dos Sem-Teto) André De Paula também foi condenado, apesar de sua pena estar prescrita desde agosto do ano passado. A condenação, autêntica provocação e intolerável coerção ao movimento social representado pelo advogado mendicante, foi o pagamento de 12 parcelas de R$114,50 a uma instituição de caridade, sendo que a prisão ilegal foi feita pelo delegado federal Elias Escobar. A prisão do advogado deu-se em 2005 quando o mesmo defendia uma ocupação do prédio do INSS localizado ao lado da Câmara Municipal, hoje Ocupação Manuel Congo do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM). A OAB-RJ julgou finalmente improcedente a representação da justiça que tentava cassar a carteira do advogado. Milhares de assinaturas foram anexadas ao habeas corpus feito pela Comissão de Prerrogativa da OAB para acabar com essa absurda condenação.

Por conta dessas duas condenações recentes e em virtude de várias mortes acontecidas no campo contra militantes da Liga dos Camponeses Pobres (Movimento dos Camponeses de Corumbiara), do MST e do Movimento de Libertação dos Sem-Teto (MLST), sem perder de vista o cenário nacional de criminalização dos movimentos sociais, diversos movimentos, organizações, coletivos e indivíduos se reuniram 19 de abril para pensar como poderíamos resistir a tudo isso. Deliberou-se a tentativa de construção do Fórum ampliado contra a criminalização dos movimentos sociais.

Por isso convidamos todos os movimentos, organizações, coletivos e indivíduos para construirmos efetivamente este Fórum participando da reunião no dia 30 de Maio, às 18 horas, no IFCS, que fica no Largo de São Francisco, N° 1, Centro.

Também convidamos todos ao ato dia 15 de Maio, terça-feira, as 15:30h na Praça Mauá e 16:30h no Fórum Federal da Rua Rodrigues Alves, onde os companheiros foram condenados.

É muito importante a presença de todos!

Precisamos nos unir para resistir a mais esse ataque à liberdade!

Contra os despejos e remoções em função dos megaeventos!

Contra as criminalizações dos movimentos sociais!

1 de Maio

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Material contra as remoções

Panfleto da Chiquinha e da Quilombo – Pinheirinho é aqui

“Pinheirinho é aqui!

A Ocupação Chiquinha Gonzaga, localizada atrás da Central, conseguiu em março de 2009, a Concessão de Direito Real de Uso do prédio. O INCRA o cedeu para a União que o cedeu para o ITERJ (Instituto de Cartografia e Terras do Estado do Rio de Janeiro), já com a finalidade de transformá-lo em habitação popular. Fomos informados pelo ITERJ que só teremos o registro definitivo de direito de uso quando terminar a obra financiada pelo FNHIS (Fundo Nacional para Habitação de Interesse Social). Só que a obra está emperrada porque estão esperando o nosso “generoso” governador, Sérgio Cabral (PMDB), assinar o recebimento do prédio. Ou seja, ele precisa aceitar o prédio que a União está cedendo. Seria tranquilo se a cessão do prédio não estivesse vinculada à condição de dar casa para pobres no centro do Rio. Portanto precisamos pressionar o Cabral para assinar logo os documentos referentes ao prédio da Barão de São Félix 110 e a liberação imediata da obra financiada pelo FNHIS. Com a revitalização da área, fica cada vez mais difícil que trabalhadores pobres garantam seu direito à moradia.

A Ocupação Quilombo das Guerreiras, situada na Av. Francisco Bicalho 49, é mais uma comunidade ameaçada de despejo. Segundo a CDURP (Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto) o imóvel da Companhia Docas possivelmente terá que ser desocupado em Março de 2012. Há mais de cinco anos as famílias ocuparam este prédio. Um prédio abandonado há vinte anos. Servindo a poeira e a especulação imobiliária. Transformado em moradia pelo Coletivo da Ocupação. Hoje, com a negociação das áreas centrais  por conta das  Olimpíadas e da Copa (mascarada de “revitalização” das áreas centrais e Porto Maravilha), todo espaço, principalmente os públicos, passam a ser usados para interesse dos empresários. O trabalhador é empurrado para áreas periféricas, como a Zona Oeste, sem a mínima condição de sobrevivência nestes projetos de reassentamento. Necessidades básicas não são atendidas como: educação, saúde, transporte, lazer. Como você imagina o Centro?  Um lugar fantasma voltado para o turismo, ocupado pelos ricos ou com  espaço também para o trabalhador que constrói esta cidade?

Posicione-se, não se cale diante das injustiças.”

 


Aumento das barcas

Panfleto das atividades do Comitê Contra o Aumento das Passagens e contra a repressão policial

Panfleto elaborado pelo Comitê de Luta Contra o Aumento das Passagens chamando para próximas atividades, como o Bloco Pula Roleta e contra a repressão policial. Segue também mais uma denúncia da repressão na Central do Brasil quanto à mobilizações políticas. Não é a primeira vez que compas tentam panfletar na frente da Central (porque dentro funciona como um lugar privado) e são barrados com falsa alegações e em que seguranças ameaçam ou tentam retirar a força o material. Até onde vai a democracia do capital?

Panfleto “Viva a luta popular! – Abaixo a repressão da polícia”

visualizar online aqui.

Repassando, por Frederico Graniço

“DENÚNCIA

Ontem (terça, 14/02) seis membros do Comitê de Luta contra o Aumento das Passagens foram arbitrariamente impedidos de divulgar seu apoio à reivindicação popular por um serviço de qualidade nos trens da SuperVia (Odebrecht), contra o aumento recente das passagens e a favor do tarifa-zero.

A Guarda Municipal, a mando de Eduardo Paes e da SuperVia, impediu esse direito constitucional básico. O “argumento” foi de que a panfletagem “sujaria o chão” – como se o chão onde os trabalhadores passam já não estivesse imundo, como se as trabalhadoras e trabalhadores estivessem jogando no chão o panfleto que recebiam – mentira, guardavam interessadíssimxs! E como se isso fosse argumento para impedir a divulgação política de qualquer material.

Por sorte, todos os panfletos já haviam sido distribuídos na ocasião; mas não nos calaremos! Voltaremos, registraremos, e garantiremos nossa já escassa liberdade de expressão.”

Carta do Comitê Contra o Aumento das Passagens

“No dia nacional de luta contra o aumento (dia 9 de fevereiro de 2012) o Comitê de Luta Contra o Aumento da Passagem ocupou por mais de uma hora a Secretaria Municipal de Transportes. O ato queria a presença do Secretário de Transportes, mas antes mesmo de qualquer diálogo os ocupantes foram reprimidos pela polícia. Abaixo segue a carta que foi lida e que seria entregue ao Secretário”

A população carioca passa por uma rotina difícil, onde seus salários tem aumentos irrisórios, ínfimos e medíocres, isso pra não usarmos mais adjetivos, pois poderíamos usar vários outros. Na contra-mão temos os salários dos políticos e seus comissionados, que aumentam em um patamar inimaginável, altíssimo, onde por mais que você entenda de matemática não conseguirá fechar uma conta que justifique tais aumentos, e é nessa mesma “onda” que entram as passagens de ônibus, com aumentos sempre acima da inflação, de um povo que sempre recebe abaixo dessa inflação. E se não bastasse o valor abusivo e “mafioso” das passagens a população ainda enfrenta ônibus lotados, atrasos, falta de condução, sucateamento do transporte e mais uma infinidade de mazelas que o trabalhador conhece há anos… No outro lado temos políticos e donos de empresas de ônibus em seus carros caríssimos comprados com dinheiro do trabalhador, ou até mesmo esbanjando ainda mais com viagens de jatinho e helicóptero, parecendo querer zombar de nós… o povo.

Os trabalhadores da zona oeste (Campo Grande, Santa Cruz etc) e da baixada (Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Belford Roxo etc), por incrível que possa parecer difícil de acreditar, sofrem ainda mais com o transporte, onde tudo que citamos anteriormente acontece de forma bem mais acentuada do que em outras regiões do Rio.
Ficamos pensando se não resta a vocês, “donos” do transporte, um pingo de razão, de consciência, até o passe do estudante vocês limitaram, tornaram tudo burocrático, limitado e não deixando que o estudante consiga com o passe ter acesso à cultura e ao lazer. Fora que a burocracia é tanta que alguns estudantes só conseguem seu passe quase no meio do ano, tendo que faltar aulas por falta de dinheiro ou mesmo tirar dinheiro do próprio bolso para estudar…
Esses mesmos estudantes, desempregados e trabalhadores quando param as ruas para reivindicar um transporte realmente público são tratados como vândalos e baderneiros, quando pulam a roleta ou quando agem de forma mais radical para com os trens são tratados de forma ainda pior. Pensemos um pouco em quem são os verdadeiros vândalos e quem realmente promove a tal baderna, esses são os empresários e os políticos, que matam os trabalhadores aos poucos, fazendo-os passar por todo tipo de humilhação e dificuldades. Vândalos são aqueles que chicoteiam os trabalhadores nos trens, que enfurnam os trabalhadores no metrô. São esses que verdadeiramente destroem trens, ônibus, barcas e metrô e o pior de tudo, são esses que destroem e roubam pessoas!!!!

O dia 9 de fevereiro é culminância dessa luta, é quando o país inteiro para e diz não a toda essa máfia e essa situação desoladora, é um basta a tudo isso! É algo legítimo, e mais… necessário, para uma sociedade mais justa, onde nosso direito de ir e vir não seja decidido por empresários ou políticos, onde o transporte seja realmente do povo e pro povo. Lutaremos juntos e venceremos juntos!

Exigimos que imediatamente:
-Se revogue o aumento absurdo de 10 por cento, acima do nível da inflação.
-Se conceda um passe livre veadeiro aos estudantes, real e irrestrito para os estudantes.
-E ainda revindicamos: Tarifa 0, um transporte verdadeiramente popular e gratuito, com impostos pagos pela parcela mais rica da população.

Comitê de Luta Contra o Aumento das Passagens/Ocupante da Secretaria do Transporte.

Se a passagem não abaixar a cidade vai parar! Passe! Passe! Passe Livre Já!

Material Passe Livre

Artes para o protesto contra o aumento das passagens do dia 2/2

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